Sobre o Fundamentalismo

Quando ouvimos falar em fundamentalismo, pensamos em alienação e preconceito, coisas que estão ( ou deveriam estar) distantes do proceder do jovem. Agora mesmo, quando pedi para que alguém falasse algo sobre fundamentalismo, obtive a resposta: “Ah! Esse assunto não é pra mim, sou jovem!” Realmente, o termo está tão impregnado de conotações negativas que, na maioria das vezes, não conseguimos pensar nele sem associá-lo a retrocesso ou estagnação, o que , definitivamente, não é a nossa praia.

Fundamentalismo nos faz lembrar do Hezbollah, do grupo Hindu RSS e de tantos outros grupos religiosos extremistas de uma determinada religião, que tem trazido sofrimento e dor aos que foram chamados para pregar a Palavra do Messias. E aí, apesar de gostarmos menos ainda do termo, temos de nos envolver, entendendo que a realização do “ide e fazei discípulos de todas as nações...”é um dos fundamentos do cristianismo.

Na verdade, o problema não é o termo “fundamentalismo”, e sim a nossa postura em relação a ele. Lembre-se que fundamentalismo, fundamento e fundamental têm o mesmo radical. [segundo o dicionário Houaiss, “ fundamento” é o conjunto de princípios a partir dos quais se pode fundar ou deduzir um sistema; um agrupamento de conhecimento.]

Enfim, qual o fundamento de nossas vidas? Paulo nos alerta: “...porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” ( I Coríntios 3:11). O que temos feito para que esse fundamento seja efetivamente conhecido? O que é fundamental para você?

“Amar a Deus acima de todas as coisas, e o próximo como a si mesmo; esse é o verdadeiro fundamento de tudo.”

Extraído: da Revista “!Fanzine Underground” do ministério de jovens da Portas Abertas – setembro -2007
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